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domingo, 27 de setembro de 2020

Meditação Budista do Amor Universal

       Meditação Budista do Amor Universal



Metta significa Amor incondicionado, maneira sublime de viver. Metta Bhavana é uma meditação de efeito seguramente benéfico: a mente fica revigorada, sua força torna-se maior e, finalmente, sublimada.

 Esta meditação é tirada de um dos mais belos e populares discursos proferidos pelo Buda – Metta sutta.


Este discurso indica com toda clareza a atitude mental que deve ser desenvolvida pela meditação; além de ser um objeto, ou suporte, para a meditação, é também um método de autodefesa.


Assim foi dito por Buda, o Iluminado:
O ódio não se destrói pelo ódio, destrói-se o ódio pelo Amor, esta ó uma Verdade eterna.


Que eu seja feliz. Que eu possa me libertar de todo sofrimento. Que eu tenha saúde perfeita.


Que eu possa superar todos os meus defeitos. Que eu possa purificar a minha mente. Que eu seja feliz.


Que eu possa superar: a cobiça e a raiva; a dor e o lamento; a opressão e a ansiedade; a angústia e a inimizade; oh, que a felicidade tome conta de mim!
Que eu possa desenvolver o Amor Universal: a bondade amorosa, a compaixão a todos os seres, a boa vontade e a não-violência, a equanimidade, a paciência e o contentamento. Que a felicidade tome conta de mim!


Que eu possa ultrapassar a decadência e a morte e me libertar da tristeza e lamentação, dor, pesar, ressentimento e desespero.


Que eu possa evitar o mal, fazer apenas o bem e purificar a minha mente, pois é este o conselho de todos os Budas.


Aquele que se esforça em fazer o bem e que deseja atingir o estado de tranquilidade, deve agir assim: deve ser hábil, correto, obediente, gentil e humilde. Alegre, fácil de contentar, que não se deixe afetar pelos assuntos mundanos, controlado em seus sentidos, discreto, não impudente e não demasiadamente apegado à família. 

Que nada faça que seja mesquinho e evite cometer o mais leve erro que os sábios possam censurar. Que todos os seres sejam felizes. Que estejam ditosos e em segurança.


Onde existir um sopro de vida, seja fraco ou forte, grande, médio ou pequeno, visível ou invisível, próximo ou longínquo, nascido ou por nascer, que todos esses seres estejam em segurança e felizes e possam por fim atingir a plena tranquilidade.


Que ninguém decepcione o seu próximo, nem despreze um ser mínimo que seja; que ninguém por cólera ou ódio deseje mal a outrem.


Assim como a mãe, que protegeria o seu único filho, mesmo com o risco da própria vida, da mesma forma, cultivemos um infinito amor a todos os seres.
Que cultivemos o Amor Universal e o projetemos em todas as direções do mundo, acima, abaixo e à volta, sem limite, com bondade amorosa e benevolência infinita a amigos, estranhos e inimigos.


Quando de pé, andando, sentados ou deitados, durante todo o tempo em que estivermos acordados, deveremos desenvolver a plena Atenção mental e o amor universal. Isto, dizem, é a mais elevada conduta aqui.


Que não abracemos errôneos pontos de vista; virtuosos e dotados de introspeção, desta maneira superaremos o apego aos desejos dos sentidos.

Verdadeiramente, a felicidade será para sempre o meu destino.
Verdadeiramente, a felicidade será para sempre o meu destino.
Verdadeiramente, a felicidade será para sempre o meu destino.

PARTE II

1) Mentalize uma pessoa à nossa frente e afirme (mentalmente) várias vezes: Que haja saúde. Que haja paz. Que haja felicidade.
2) Mentalize duas pessoas à nossa frente e afirme (mentalmente) várias vezes: Que haja saúde. Que haja paz. Que haja felicidade.
3) Mentalize duas, três, quatro, cinco pessoas à nossa volta sempre com as mesmas afirmações: Que haja saúde. Que haja paz. Que haja felicidade.
4) Mentalize toda a nossa família à nossa volta e afirme: Que haja saúde. Que haja paz. Que haja felicidade.
5) Todos os parentes, amigos, vizinhos e colegas e afirme: Que haja saúde. Que haja paz. Que haja felicidade.
6) Mentalize uma pessoa que, por ventura, nós não gostemos dela, ou que esta pessoa não goste de nós, e afirme várias vezes: Que haja saúde. Que haja paz. Que haja felicidade.
7) Devemos imaginar todas as pessoas do mundo que estejam feridas, doentes nos hospitais ou nas suas próprias casas, e vibrar com saúde e amor para estas pessoas afirmando (várias vezes): Que haja saúde. Que haja paz. Que haja felicidade.
8) Imaginemos todas as pessoas que por um, ou outro motivo estejam presas nas cadeias em qualquer país deste mundo e vibremos em amor para estas pessoas: Que haja saúde. Que haja paz. Que haja felicidade.
1079) Aumentemos cada vez mais o grupo à nossa volta e devemos perder a individualidade das pessoas.
10) Imagine que toda a humanidade esteja à nossa volta, à frente e atrás, à esquerda e à direita – deveremos vibrar em amor, afirmando: Felicidade, felicidade, felicidade… (apenas com a palavra felicidade, mas tendo em mente saúde e paz também).
11) Imagine que todos os seres vivos estejam à nossa volta.
12) Imagine que todos os seres de outros planos de existência, de outras faixas vibratórias estejam também à nossa volta, acima e abaixo e deveremos vibrar em Amor Universal, sentindo que as vibrações estejam saindo do nosso ser para todas as direções e confins do Universo, afirmando várias vezes: Que haja saúde. Que haja paz. Que haja felicidade.

Afirmações Finais

Que todos os seres que estejam em sofrimento, possam se libertar do seu sofrimento.
Que todos os seres que estejam com medo, possam se libertar do seu temor.
Que todos os seres que estejam em lamentos, possam se libertar da sua lamentação.
Pela realização destas aspirações, que todos os seres, sem nenhuma exceção, possam se sentir verdadeiramente seguros e muito felizes.
Paz para todos.

Do livro BUDISMO – PSICOLOGIA DO AUTOCONHECIMENTO – Dr. Georges da Silva e Rita Homenko

https://tudopositivo.wordpress.com/2016/09/22/meditacao-do-amor-universal-metta-bhavana/

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Pra que serve a meditação?



"Você é o que você não pode e nunca 

deixar de ser. A Luz da Vida, 

a origem da existência "



Imagem: https://plus.google.com/+MaryCarmenGomezSocas/posts
Publicado em 09/03/2011
Pra que serve a meditação?
A mente é um mecanismo cujo combustível é a dispersão. O alimento da mente é a variedade. Ela pede por diversão, distração. Por isso, em propaganda, a proposta de novidade sempre vende muito mais.

Por isso, também, quando estamos estudando ou trabalhando há muito tempo, nossa mente pede uma pausa, para que possa distrair-se com outra coisa. E se lhe concedermos esse intervalo, ela funcionará muito melhor ao retornar às funções das quais anteriormente estava saturada.

Nesse mesmo sentido, pode-se dizer que uma das funções da meditação é, basicamente, "dar um tempo". Interromper por alguns instantes o fluxo aleatório de pensamentos, para que, ao retomá-los, isso se dê com mais ordem, mais discernimento, mais... lucidez.

Imagine um computador que está lento. Ele já tem tantas coisas abertas ao mesmo tempo, tantos programas, arquivos, tarefas... que já não funciona direito. O que fazemos? Reiniciamos a máquina, “rebootamos”. É mais ou menos o que a meditação faz com nossa mente, reeinicia nosso HD, para que ele recomece, funcionando bem melhor.

Agora imagine um computador novo. Ele é ágil, responde muito rápido a tudo o que você clica, abre, salva, funciona perfeitamente, instantaneamente. É assim nossa mente quando está limpa dos vrittis, as instabilidades da consciência. Ela funciona mais rápido, mais limpa, mais lúcida.

Mas vamos mais longe, imagine ainda um carro com 5 anos de uso e que você usa todo dia. No final do dia você desliga o motor, e liga de novo no outro dia. Mas imagine que, em vez de desligar, você deixasse o motor ligado durante toda a noite. Como estaria o motor no outro dia? Quanto tempo duraria esse motor? E se esse carro não tivesse 5 anos de uso, mas 20, 25, 30, 40, 50 anos? E com o motor ligado esse tempo todo, dia e noite? Esse carro somos nós!

Você poderia então pensar: tudo bem, pois eu desligo o motor toda noite, quando durmo... Ledo engano. Quando dormimos, desligamos a carcaça do carro: o chassi (corpo), portas (braços e pernas), vidros (olhos), buzina (boca), tanque de combustível (sistema digestivo e excretor). mas não desligamos o motor, não desligamos a mente!

Afinal, passamos a noite toda sonhando, e no dia seguinte, a maioria de nós nem sequer lembra do que sonhou! Isso indica que não só nosso motor mental continuou funcionando toda a noite, como, pior, não estava lúcido, a ponto de não nos lembrarmos do que a mente “pensou” à noite.

Ao meditarmos, desligamos temporariamente nosso motor, nossa máquina principal, nossa mente. Mais, do que isso, desligamos tudo o que estiver "abaixo" dela, todos os demais níveis da consciência escalonada.

Com isso, descansamos a mente, e quando ela retorna ao seu funcionamento, está muito mais ágil, desperta e lúcida. Então medite!
"Penso 99 vezes e nada descubro.
Deixo de pensar, mergulho no silêncio,
e a verdade me é revelada". (Einstein)

Extraído do Blog do Prof. Rodrido DeBona
Vice Presidente da Federação do Método DeRose de Santa Catarina
http://espacoqualita.com.br/artigos/9/pra_que_serve_a_meditacao